Cerca de 3 mil macacos são roubados anualmente de florestas da África e Ásia, calcula ONU

Novo relatório mostra que animais vendidos ilegalmente são cada vez mais transportados nas mesmas rotas de drogas, armas e lavagem de dinheiro.

Comércio ilícito rouba anualmente 3 mil macacos das florestas da África e Ásia Foto: PNUMACerca de 3 mil macacos vivos de grande porte são roubados anualmente das florestas da África e sudeste da Ásia para o comércio ilegal. A atividade está cada vez mais ligada ao crime organizado e às redes transfronteiriças que transportam os animais nas mesmas rotas de drogas, armas e lavagem de dinheiro, como mostra relatório das Nações Unidas divulgado na segunda-feira (4).

O documento Macacos roubados: O comércio ilícito de chimpanzés, gorilas, bonobos e orangotangos estima que pelo menos 22.218 macacos de grande porte foram retirados de seus habitats desde 2005 – seja pela venda, morte durante a caçada ou morte em cativeiro. Os chimpanzés representam 64% desse grupo.

O estudo foi produzido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) junto com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por meio da “Parceria pela Sobrevivência dos Grandes Macacos (GRASP)”.

“Os dados do relatório sublinham como é importante que a comunidade internacional e as organizações responsáveis pela conservação de espécies ameaçadas de extinção permaneçam em vigilância, mantendo um passo à frente daqueles que procuram lucrar com essas atividades ilegais”, disse o Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner, em um comunicado de imprensa.

O coordenador do GRASP, Doug Cress, ressaltou que “os grandes macacos são extremamente importantes para a saúde das florestas na África e na Ásia e mesmo a perda de dez ou 20 de uma vez pode ter um profundo impacto sobre a biodiversidade”.

A perda de habitats naturais ainda impulsiona o comércio ilegal, colocando as pessoas contra os animais, de acordo com o estudo. O habitat dos grandes macacos está sendo perdido a uma taxa anual de 2% a 5%. Em 2030, restará menos de 10% da gama atual se a tendência se mantiver.

Para ler a íntegra do relatório em inglês, clique aqui.