Cerca de 3 mil refugiados sírios no Iraque são realocados para novo campo da ONU no Curdistão

A estimativa do número de refugiados sírios para o novo acampamento pode chegar a 10 mil. Ao longo dos últimos dois anos, cerca de 225 mil sírios fugiram para o Iraque.

Nariman e sua família se instalam no novo campo no Curdistão, aberto para melhorar as condições de vida dos refugiados sírios. Foto: ACNUR

Nariman e sua família se instalam no novo campo no Curdistão, aberto para melhorar as condições de vida dos refugiados sírios. Foto: ACNUR

A agência da ONU para os refugiados (ACNUR) abriu um novo campo na região do Curdistão, no norte do Iraque, para cerca de 3 mil sírios que estavam campo de trânsito de Arbat, em Sulaymaniah. O novo acampamento foi construído para oferecer melhores instalações aos refugiados, como chuveiro próprio e cozinha em suas tendas. Também foram incluídos salas de aula pré-fabricadas com isolamento para suportar as temperaturas extremas do Iraque, um centro de juventude, um supermercado e a alocação de bases de concreto em volta para evitar inundações na área.

Embora a maioria dos refugiados sírios que chegam ao Iraque busque seu próprio alojamento, a estimativa do número de pessoas para o novo acampamento pode chegar a 10 mil. Ao longo dos últimos dois anos, cerca de 225 mil sírios fugiram para o Iraque.

“O campo foi projetado em uma época em que havia um fluxo contínuo de refugiados. Acreditamos que veremos mais refugiados vindo para cá, seja realocando-se de áreas urbanas ou outras províncias, ou talvez por ficarem sem recursos para alugar casas”, diz o oficial da ACNUR em Sulaymaniah, Kahin Ismail. “Esperamos que os refugiados estejam aqui para um futuro previsível, uma vez que não há sinal de uma solução política à vista para o conflito na Síria”, acrescentou. 

Nariman, de 44 anos, e sua família fugiram da violência na Síria há 10 meses com apenas as roupas do corpo e até então estavam vivendo no campo de trânsito de Arbat. Agora com o novo acampamento, ela está satisfeita porque poderá ter acesso a um atendimento de saúde melhor para seu filho de 16 anos, que tem graves problemas de saúde, e manter sua família unida em meio aos conflitos que já passaram. “Estamos muito longe de casa e é importante para mim ficar perto dos meus parentes, para que possamos apoiar uns aos outros o tanto quanto possível”, acrescentou Nariman.