Cerimônia nesta quarta-feira (28) em SP encerra curso de audiovisual para pessoas trans

Uma cerimônia em São Paulo marcará nesta quarta-feira (28) o encerramento do curso “Luz, Câmera, #ZeroDiscriminação”, uma formação em audiovisual voltada exclusivamente para pessoas trans promovida pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

O objetivo da formação é contribuir para a redução do estigma e da discriminação e abrir espaço nas mídias sociais e outras plataformas de audiovisual, fomentando o acesso a esse mercado de trabalho, tanto à frente como atrás das câmeras.

Aulas do projeto do UNAIDS aconteceram no Centro de Cidadania LGBT Luiz Carlos Ruas, em São Paulo. Foto: UNAIDS

Aulas do projeto do UNAIDS aconteceram no Centro de Cidadania LGBT Luiz Carlos Ruas, em São Paulo. Foto: UNAIDS

Uma cerimônia em São Paulo marcará nesta quarta-feira (28) o encerramento do curso “Luz, Câmera, #ZeroDiscriminação”, uma formação em audiovisual voltada exclusivamente para pessoas trans.

O projeto é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e contou com financiamento da organização Mac Aids Fund — no âmbito da iniciativa Aceleração da Resposta ao HIV nas Cidades —, em parceria com a Coordenação de Políticas para LGBTI da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo.

A cerimônia de encerramento, que também conta com o apoio da escola Cultura Inglesa, acontecerá às 16h no Centro Brasileiro Britânico (CBB), no Deck Jardim, e terá um show de encerramento da cantora Renata Peron, uma das alunas do projeto. O evento é fechado para convidados.

O objetivo da formação é contribuir para a redução do estigma e da discriminação em relação à população trans e abrir espaço nas mídias sociais e outras plataformas de audiovisual, fomentando o acesso a esse mercado de trabalho, tanto à frente como atrás das câmeras.

Após a publicação da chamada pública, 48 pessoas se inscreveram e um grupo diverso de 20 pessoas — das quais 13 conseguiram concluir a formação — foi selecionado para atuar com a equipe da produtora Brodagem Filmes, a fim de aprender noções básicas de audiovisual e colocar em prática esses conhecimentos com o desenvolvimento de três projetos em grupo.

A produtora Brodagem Filmes, selecionada para conduzir o treinamento, convidou especialistas em áreas específicas como fotografia, sonorização e produção, entre outras. Além disso, os participantes do curso receberam instruções sobre temas como roteiro, pré-produção, direção, fotografia, filmagem, edição e pós-produção.

“Seja à frente das câmeras ou atrás delas, é importante que a perspectiva e a visão de pessoas trans sobre o mundo e nossa sociedade estejam presentes”, disse Georgiana Braga-Orillard, diretora do UNAIDS no Brasil, na abertura da formação, no final de fevereiro.

“Desejo que este seja um primeiro passo para a realização dos projetos e sonhos brilhantes que vocês têm em mente: seja para ter voz nas redes sociais, seja para engrandecer ainda mais a arte e o debate sobre zero discriminação no cinema, na TV e onde mais o audiovisual estiver presente”, completou.

A iniciativa do UNAIDS é feita em parceria com a Coordenação de Políticas para LGBTI da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, uma das cidades signatárias da Declaração de Paris, que prevê compromissos com a aceleração da resposta ao HIV e com o cumprimento das metas 90-90-90 para 2020. Todos os encontros semanais aconteceram no Centro de Cidadania LGBT Luiz Carlos Ruas desde o dia 28 de fevereiro até 28 de março.

O Mac Aids Fund, responsável por parte dos recursos utilizados na realização da formação, é pioneiro no financiamento de campanhas em torno do HIV e da AIDS, fornecendo apoio financeiro a organizações que trabalham com regiões e populações mais vulneráveis à epidemia.

“Na qualidade de maior doador corporativo não farmacêutico dessa área, o Mac Aids Fund se dedica a enfrentar a ligação que existe entre pobreza e o HIV por meio do apoio a diversas organizações no mundo inteiro que oferecem amplo leque de serviços a pessoas vivendo com HIV ou vulneráveis ao vírus”, diz o fundo em seu site.