A ONU e parceiros evacuaram cerca de 700 pessoas da cidade síria, antes dominada por rebeldes. Para ajudar a crise, representante da Organização pediu aos países para abrirem fronteiras aos refugiados.

Prédios destruídos na cidade de Homs, na Síria. UNICEF/Nasar Ali
As Nações Unidas e parceiros evacuaram mais de 300 combatentes, junto com suas famílias, do último bairro dominado por rebeldes na cidade de Homs, na Síria durante a trégua acordada entre as partes do conflito. O enviado especial da ONU, Staffan de Mistura, destacou na sexta-feira (11) que este é um passo importante para demonstrar que o cessar-fogo é possível em nível nacional.
A operação de evacuação na cidade foi realizada na quarta-feira (9) e transferiu cerca de 700 pessoas, incluindo 30 feridos, para a província Idlib, como parte do acordo local de cessar-fogo.
Além da evacuação, a trégua permitiu a entrada de ajuda humanitária a cerca de 60 mil pessoas vivendo na área metropolitana da Homs, uma das cidades mais devastadas pela guerra.
Paralelo a este anúncio, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) informou que o primeiro grupo de 163 refugiados sírios chegaram ao Canadá como parte da iniciativa humanitária anunciada pelo país, que estima receber 25 mil sírios.
A agência da ONU estimula outras nações a seguirem o exemplo para aliviar o sofrimento de milhares de sírios que estão vivendo abaixo da linha da pobreza, além dos 30 países que, juntos, prometeram receber a 160 mil refugiados.
Segundo o ACNUR, 10% dos 4,1 milhões de refugiados registrados em países vizinhos à Síria estão vulneráveis e precisam de reassentamento ou admissão humanitária.
O subsecretário-geral de assuntos humanitários e coordenador de emergência das Nações Unidas, Stephen O’Brien, está na Síria desde sábado (12) até esta segunda-feira (14) para chamar atenção para a causa e lembrar que há ainda outras 13.500 milhões de pessoas na Síria que precisam de ajuda e proteção.
Paralelamente, um acordo entre as Nações Unidas e o governo da Síria sobre o status do mecanismo de investigação conjunta com a Organização de Proibição de Armas Químicas (OPCW) foi assinado na sexta-feira (11) em Nova York. O documento estabelece compromisso de identificar as pessoas, grupos, governos e todos os tipos de envolvidos no uso de químicos como armas na Síria.