O representante afirmou que depois de um período de relativamente tranquilidade e sinais de progresso, a situação na Ucrânica começou a ensombrecer-se com o reínicio dos combates e aprofundamento do impasse político
O Conselho de Segurança da ONU se reuniu, nesta quarta-feira (21), para debater sobre as hostilidades no leste da Ucrânia que aconteceram desde a assinatura do Protocolo de Minsk, em 5 de setembro, que declarou o cessar-fogo mas que existe apenas no papel.
Ao informar o Conselho sobre os desenvolvimento do conflito e sua visita ao país em dezembro, o chefe político da ONU, Jeffrey Feltman, disse que enquanto as disputas haviam inicialmente se concentrado ao redor do aeroporto de Donetsk, os combates teriam se espalhado através das regiões de Donetsk e Luhansk, alcançando áreas civis bastante povoadas e chegando perigosamente perto de Mariupol e Debaltseve.
O representante afirmou que depois de um período de relativa tranquilidade e sinais de progresso, que proporcionou a troca de centenas de prisioneiros, a situação na Ucrânica começou a piorar com o reinício dos combates e aprofundamento do impasse político. Para ele, a intensidade das disputas ameaça o protocolo de Minsk.
Feltman também mencionou a deterioração da situação humanitária no país, afirmando que é necessário mais fundos e acesso irrestrito aos trabalhadores que levam socorro às populações sitiadas pelo conflito. Lembrou que um país que não apresentava casos de deslocados internos, hoje conta com mais de 850 mil pessoas deslocadas fora do país e 600 mil dentro do território.
Ele informou ainda que no mesmo dia acontecia em Berlim (Alemanha) uma reunião no âmbito de ministros de relações exteriores da região para avançar questões políticas, onde se esperava alcançar algum progresso para a real implementação dos acordos de Minsk.
“É de nosso entendimento que as diferenças de interpretação sobre o acordo de Minsk são pequenas, mas as implicações para respondê-las de qualquer outra forma que não seja o diálogo são imensas”, disse.
