Chefe de missão da ONU para o ebola chega à África Ocidental para avaliar a propagação do vírus

Agências da ONU vêm realizando iniciativas estratégicas que priorizam a velocidade e a eficácia no combate ao surto do vírus nos países afetados.

Agências da ONU trabalham nos países afetados para levar informação sobre prevenção e medidas a serem tomadas pelas pessoas contagiadas. Foto: UNICEF Libéria

Agências da ONU trabalham nos países afetados para levar informação sobre prevenção e medidas a serem tomadas pelas pessoas contagiadas. Foto: UNICEF Libéria

Apesar dos avanços na luta contra o surto do vírus ebola na África Ocidental, ainda há muito a ser feito a fim de extinguir a ameaça da doença mortal, disse o representante especial do secretário-geral e chefe da Missão da ONU para a Emergência do Ebola (UNMEER), Anthony Banbury, em sua visita a Libéria na última quinta-feira (3) para avaliar de perto a atual situação causada pelo vírus.

Em coletiva de imprensa, o chefe da Missão explicou que a única maneira de resolver a atual crise do vírus ebola é ”acabar com todos os casos até chegar ao último e eliminar o risco de transmissão”.

“O objetivo da UNMEER é muito fácil: contribuir com os esforços nacionais e internacionais para pôr fim ao ebola, acabar com esta crise e salvar vidas. É por isso que estamos aqui”, disse Banbury, que nos próximos dias visitará Serra Leoa e Guiné.

Iniciativas estratégicas da ONU para combater o ebola na África Ocidental

As agências da ONU vêm reunindo esforços estratégicos que priorizam a velocidade e a eficácia no combate ao surto do vírus na África Ocidental.

O Fundo da ONU para Infância (UNICEF) na Libéria tem desempenhado um papel fundamental nos esforços nacionais para aumentar a conscientização sobre ebola e as formas de prevenção.

Isata Konneh, sobrevivente, mostra seu certificado de boa saúde. Foto: UNICEF Serra Leoa/2014/Dunlop

Isata Konneh, sobrevivente, mostra seu certificado de boa saúde. Foto: UNICEF Serra Leoa/2014/Dunlop

Como um membro da Força Tarefa Nacional de Ebola liderado pelo governo da Libéria, o UNICEF tem desenvolvido histórias e jingles para rádio sobre a doença mortal, produzido cartazes de sensibilização e enviado equipes para realizar campanhas de alerta diretamente com as comunidades em risco.

Em Serra Leoa e em Guiné, o UNICEF está trabalhando com o Ministério da Saúde e Saneamento e outros parceiros de saúde para dar suporte à resposta contra o ebola através do fornecimento de medicamentos e equipamentos, bem como apoiado nos esforços de mobilização social e comunicação com mensagens sobre prevenção, de como identificar os sintomas e como procurar apoio médico.

Um dos pontos fortes na iniciativa do UNICEF de manter as pessoas informadas é a participação de sobreviventes da doença, testemunhas de que a doença tem cura e, por isso, peças essenciais na desconstrução de mitos de mortes e medo em torno da doença.

Voluntários de uma campanha educativa sobre o ebola numa favela em Freetown, capital de Serra Leoa. Foto: PNUD

Voluntários de uma campanha educativa sobre o ebola numa favela em Freetown, capital de Serra Leoa. Foto: PNUD

Além disso, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) tem apoiado o Gabinete de Segurança Nacional do Governo de Serra Leoa em uma intensa campanha educativa porta a porta nas comunidades mais populosas e vulneráveis de Freetown, capital do país.

O intuito é educar as pessoas sobre a forma como o vírus se espalha e o que pode ser feito para evitá-lo. A iniciativa já reúne 200 voluntários e já atingiu meio milhão de pessoas.