Chefe da ONU afirma que ciência e tecnologia podem ajudar países a criar futuro sustentável

Semana Internacional da Ciência e da Paz busca conscientizar público sobre a relação entre a ciência e a paz e incentivar discussões acadêmicas sobre o assunto.

Equipe composta de membros dos contingentes de Uganda e do Burundi, da Missão da União Africana na Somália, destruiu mais de 75 quilos de munições capturadas de militantes da Al-Shabaab em um local seguro fora de Mogadíscio. Foto: ONU/Tobin Jones

Desde as mudanças climáticas até a saúde pública, a ciência e a tecnologia podem ajudar os países a criarem um futuro sustentável, ressaltou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nesta segunda-feira (11) marcando o início da Semana Internacional da Ciência e da Paz.

“A ciência oferece muitas respostas para ameaças que [todos nós] partilhamos e muitas inovações que podem nos ajudar a aproveitar as oportunidades comuns”, disse Ban em mensagem para a Semana. “A nossa é a primeira geração com o conhecimento e as ferramentas para acabar com a pobreza extrema. A nossa é a geração que deve – e pode, com as tecnologias que já temos à nossa disposição – criar o caminho para um futuro sustentável.”

Proclamada há 25 anos pela Assembleia Geral da ONU, a Semana Internacional busca conscientizar o público sobre a relação entre a ciência e a paz e incentivar discussões acadêmicas sobre o assunto. “Muitas vezes os políticos não estão cientes das soluções que a ciência e a tecnologia moderna podem trazer para os desafios atuais. Grande parte do mundo permanece excluída de avanços científicos”, disse Ban.

“Um dos principais desafios é promover a pesquisa ‘pró-pobres’, que aborda as necessidades das pessoas mais pobres e vulneráveis do mundo, como pequenos agricultores. Acabar com a exclusão digital no acesso à tecnologia da informação e a expansão da educação para formar jovens cada vez mais preparados nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática também são prioridades.”

Ban observou que esses esforços são cruciais para acelerar o cumprimento dos oito objetivos antipobreza, conhecidos como os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, e moldar a agenda de desenvolvimento pós-2015.

No entanto, o secretário-geral acrescentou que a comunidade internacional também tem a responsabilidade de proteger toda a humanidade contra os usos destrutivos da capacidade científica, trabalhando principalmente por um mundo livre de armas nucleares e para conter a propagação de outras armas de destruição em massa.