Com a intensificação de atividades militares no leste do país, o secretário-geral voltou a enfatizar a importância de uma solução política para a crise.

Bandeiras ucranianas em frente à Casa com Quimeras, na capital do país. Foto: PNUD Kiev
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, condenou nesta segunda-feira (7) os atos “persistentes e ilegais” de grupos armados na Ucrânia, após informes de que eles estariam se reagrupando nas províncias do leste do país. O secretário-geral solicitou às autoridades ucranianas que garantissem a ordem e protegessem os civis.
O chefe da ONU também ressaltou a importância de um “cessar-fogo renovado e duradouro garantido por todos os envolvidos” e de uma solução política para a crise. Segundo ele, “é crítica a continuação de um processo político e diplomático rumo ao fim definitivo da violência e à resolução pacífica da crise”.
De acordo com relatos da mídia, grupos armados se reuniram nas províncias de Donetsk e Lugansk, de onde um número cada vez maior de residentes foge ou fica sitiado em meio a intensos combates.
A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, tinha alertado na semana passada para a violência nessa região, principalmente contra as mulheres e meninas, que já deixou mortos.
No dia 30 de junho, após o fim do cessar-fogo que tinha sido assinado pelo presidente Petro Poroshenko, as tropas ucranianas reiniciaram uma “atividade militar intensificada”, nas palavras do secretário-geral.