Situação instável no país africano, com relatos de golpe de Estado ainda não confirmados, preocupa Nações Unidas.

Burundineses chegam em Ruanda depois de fugir da violência pré-eleitoral. Foto: ACNUR/ Kate Holt
Em meio a relatos de agitação política no Burundi, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu nesta quarta-feira (13) urgência a todas as partes do país para exercerem calma e moderação, e lembrou aos líderes do país da necessidade de preservar a paz e a estabilidade.
“Estamos seguindo a partir daqui com grande preocupação os desenvolvimentos no terreno no Burundi”, disse o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric na sede de Nova York da organização mundial. “Ele lembra a todos os líderes do Burundi da necessidade de preservar a paz e a estabilidade em um país que tem sofrido tão gravemente com as crises anteriores de violência”.
O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) disse que foi relatado um golpe de Estado na capital do Burundi, depois que o presidente Pierre Nkurunziza deixou o país para participar da Cúpula da Comunidade do Leste Africano, na Tanzânia, que se destinava a tentar resolver a crise.
Entretanto a atualização do OCHA acrescentou que a situação está “evoluindo de forma rápida e confusa”, com muitos relatos emergentes que são difíceis de confirmar. Foram registrados nessa terça-feira 20 mortos e 200 feridos. E o número de refugiados já passa de 70 mil.
O protesto popular no Burundi eclodiu depois do partido de situação Conselho Nacional do país para a Defesa da Democracia – Forças para a Defesa da Democracia (CNDD-FDD) nomear em 26 de abril Nkurunziza como seu candidato presidencial para um terceiro mandato.