Chefe da ONU condena a aprovação de Israel para construção de novos assentamentos na Cisjordânia

Ban Ki-moon declarou que os assentamentos são ilegais sob o direito internacional e um obstáculo para a paz, e que não podem ser conciliados com uma solução de dois Estados.

Assentamento israelense visto da comunidade beduína Hum-al-Kher na Cisjordânia. Foto: OCHA

Assentamento israelense visto da comunidade beduína Hum-al-Kher na Cisjordânia. Foto: OCHA

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, condenou o anúncio desta quarta-feira (29) de que Israel aprovou a construção de cerca de 300 unidades habitacionais no assentamento de Beit El na Cisjordânia, assim como o planejamento e construção de cerca de 500 unidades habitacionais em vários assentamentos em Jerusalém Oriental.

“Ele reitera que os assentamentos são ilegais sob o direito internacional, um obstáculo para a paz, e não podem ser conciliados com a declarada intenção do governo de Israel de obter uma solução de dois Estados”, disse um comunicado emitido pelo porta-voz de Ban Ki-moon, em Nova York.

Na sequência da declaração, o secretário-geral instou o governo de Israel a deter e reverter tais decisões no interesse da paz e um acordo sobre o estatuto final.

“O secretário-geral continua preocupado com a ameaça iminente de demolições na aldeia palestina de Susiya na Área C da Cisjordânia antes da audiência judicial de 3 de agosto diretamente relacionada com a petição do planejamento”, acrescenta o comunicado, sublinhando que a destruição de propriedade privada em território ocupado é proibida pelo direito internacional humanitário e para os quais deve haver ações de responsabilização.