Zedi Feruzi, líder do UPD-Zigamibanga, foi morto a tiros junto com seu segurança na noite de sábado (24); alta tensão política no país preocupa as Nações Unidas.

A polícia de Bujumbura, Burundi, interrompe cada vez mais reuniões dos partidos da oposição. Foto: IRIN / Desejo Nimubona
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, condenou o assassinato de um político do Burundi e seu guarda-costas em um movimento que ameaça desestabilizar ainda mais o país em meio a tensões políticas e uma crescente crise humanitária.
Zedi Feruzi, líder do partido de oposição União pela Paz e Desenvolvimento (UPD-Zigamibanga), e seu guarda-costas, foram mortos a tiros na capital do país de Bukumbura, no sábado (24) à noite. De acordo com o escritório do porta-voz da ONU, a matança vem apenas um dia depois de um ataque com granadas fatal no mercado central de Bujumbura, que deixou dois mortos e muitos outros feridos.
“Esses atos de violência constituem uma forte lembrança da necessidade de todos os líderes políticos do Burundi resolverem a crise política atual com o mais elevado sentido de responsabilidade e de colocar a paz e a reconciliação nacional acima de interesses partidários”, declarou o porta-voz do secretário-geral em um comunicado.
“O secretário-geral reitera seus apelos por calma e contenção. Ele solicita às autoridades do Burundi que defendam os direitos humanos de todos os burundianos, incluindo as liberdades de reunião, de associação e de expressão, e que tome medidas concretas para impedir os crimes políticos e a violência”, adicionou.
Neste contexto, as tensões políticas no Burundi geraram uma crise humanitária com milhares de refugiados burundianos buscando segurança em países vizinhos. Desde o início de abril, quase 100 mil burundianos fugiram através das fronteiras para Ruanda, Tanzânia e República Democrática do Congo.