Chefe da ONU condena ataque em Burundi que matou 11 pessoas

Ban Ki-moon apela às autoridades para que investiguem o crime e encontrem os responsáveis. País vive maior crise política depois da guerra civil.

Tensões entre a população e o governo provocam revoltas em Bujumbura, no Burundi. Foto: IRIN / Desire Nimubona

Barricadas queimadas em outro confronto em Bujumbura, Burundi. Foto: IRIN/Desire Nimubona

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, condenou o ataque que matou 11 pessoas em Bujumbura, em Burundi nesta terça-feira (13). Troca de tiros deixou dois policiais e sete civis mortos. Entre eles, um funcionário da Organização Internacional para as Migrações, Variste Mbonihankuy.

Ban ki-moon pediu às autoridades burundianas para comandar uma “rigorosa e imediata investigação sobre as circunstâncias e motivos por trás desses crimes desprezíveis”.

Segundo a ONU, Burundi enfrenta sua maior crise política desde o fim da guerra civil. A violência aumentou depois do presidente reeleito, Pierre Nkurunziza, decidir concorrer a um terceiro mandato, o que a oposição afirma ser inconstitucional.

Desde abril de 2015, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) registrou mais de 130 mortes e centenas de casos de prisões arbitrárias.