Chefe da ONU descreve situação de Yarmouk como ‘catástrofe humanitária épica’

Cerca de 18 mil refugiados palestinos e sírios estão sendo mantidos como reféns por militantes extremistas no campo de Yarmouk.

Ponto de saúde da UNRWA funciona no sitiado campo de refugiados Yarmouk, quando a ajuda de equipe e suprimentos é permitida na área. Foto: UNRWA/Taghrid Mohammad

Ponto de saúde da UNRWA funciona no sitiado campo de refugiados Yarmouk, quando a ajuda de equipe e suprimentos é permitida na área. Foto: UNRWA/Taghrid Mohammad

O secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-moon, durante coletiva com imprensa internacional nesta quinta-feira (9), descreveu como “catástrofe humanitária épica” a situação enfrentada por 18 mil refugiados palestinos e sírios que estão sendo mantidos como reféns por militantes extremistas no campo de Yarmouk.

“No horror em que a Síria se encontra, o campo de refugiados Yarmouk representa o mais profundo círculo da inferno”, disse Ban. “Um campo de refugidos começa a parecer um campo de extermínio. Os residentes de Yarmouk – incluindo 3,5 mil crianças – estão se tornando escudos humanos.”

Depois de dois anos de um cerco impiedoso, os residentes se encontram agora entre a cruz e a espada, com os membros do ISIL e outros grupos extremistas dentro do campo e as forças do governo do lado de fora. Segundo o chefe da ONU, há relatos de amplos ataques ao campo.

Ban disse que a prioridade é estabilizar a situação no campo e se juntou ao Conselho de Segurança exigindo um fim às hostilidades, acesso à assistência humanitária e passagem para os civis que desejam escapar de forma segura.

Ele convocou todos os Estados-membros com influência sobre o governo e todas as partes em questão a enviar uma mensagem clara e evitar um novo massacre.