Chefe da ONU elogia acordo na Ucrânia e pede apoio ao diálogo e à não violência

Estão entre os principais pontos do pacto a convocação de eleições, a volta da Constituição de 2004 e uma reforma constitucional que garanta o equilíbrio entre os poderes.

Confrontos entre manifestantes e a polícia na capital da Ucrânia, Kiev. Foto: Agência Lusa via Agência Brasil

Confrontos entre manifestantes e a polícia na capital da Ucrânia, Kiev. Foto: Agência Lusa via Agência Brasil

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, conversou nesta sexta-feira (21) com o presidente ucraniano, Viktor Yanukovych, e pediu que o governo implemente o mais rápido possível o recém-proposto acordo com os líderes da oposição para acabar com o impasse entre as forças de segurança e os manifestantes em Kiev e outras partes do país.

Em outro comunicado no final da tarde de sexta-feira, Ban Ki-moon se disse “encorajado” pelo acordo alcançado entre o presidente Yanukovych e líderes da oposição para a solução da crise no país. Ele ligou para Yanukovych para parabenizá-lo pessoalmente pelo que classificou de “significativo passo à frente”.

“O secretário-geral destacou que será fundamental garantir a rápida implementação do acordo, a fim de acalmar a situação no país e dar início a uma solução pacífica para a crise. O secretário-geral elogia o espírito de compromisso, bem como a abordagem de colaboração internacional para encontrar uma solução para a crise”, disse Ban por meio de um comunicado de seu porta-voz.

Após o acordo entre o Executivo e a oposição, o Parlamento ucraniano aprovou diversas resoluções que buscam apoiar o fim da crise.

Segundo a imprensa, estão entre os principais pontos do pacto político a convocação de eleições até no máximo dezembro, a volta da Constituição de 2004 – que restringe os poderes do presidente – e uma reforma constitucional que garanta o equilíbrio entre os poderes.

Além disso, será criado um governo de coalizão dentro de 10 dias, e o Estado não poderá declarar estado de emergência durante o processo.

Ban pediu que a não violência e o diálogo sejam o “canal principal” para as inúmeras reivindicações que vieram à tona nos últimos meses.

“O secretário-geral espera que esses acontecimentos e os subsequentes esforços construtivos de atores-chave e das partes levem a um fim definitivo para crise na Ucrânia, abrindo o caminho para que o país entre em um processo de reforma genuína”, disse seu porta-voz.

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