Ban Ki-moon destaca que esse tipo de ação configura crime de guerra a ser julgado pelo Tribunal Penal Internacional. Comboio foi atingido em Kivu do Sul.

Patrulha da MONUSCO. Foto: ONU/Sylvain Liechti
O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e o Conselho de Segurança da ONU condenaram fortemente o ataque contra um comboio da Missão das Nações Unidas de Estabilização na República Democrática do Congo (MONUSCO) que seguia de Walungu para Bukavu, na província de Kivu do Sul, na terça-feira (7). Um soldado paquistanês morreu.
Em comunicado, o porta-voz de Ban disse que o Secretário-Geral está “estarrecido com o ataque”.
Ban pediu que o Governo leve os responsáveis a julgamento e lembrou que “o assassinato de soldados que atuam em missão de paz é um crime de guerra que recai sob a jurisdição do Tribunal Penal Internacional”.
A Missão já iniciou uma investigação sobre o ataque.
“O Secretário-Geral envia suas mais sinceras condolências à família da vítima e ao Governo do Paquistão”, afirma a nota.
O Conselho de Segurança reiterou a importância de medidas para fortalecer a segurança dos membros da missão.
A MONUSCO tem a tarefa de apoiar as autoridades congolesas nos esforços de estabilização e consolidação da paz, incluindo assistência para a realização de eleições, o monitoramento de violações de direitos humanos e auxílio nas ações do Governo contra grupos armados que atuam no leste do país.
Em março, o Conselho de Segurança da ONU autorizou o envio de uma brigada de intervenção para reforçar a Missão na realização de operações ofensivas, com ou sem o Exército congolês, contra os grupos armados que ameaçam a paz no leste do país.