Navi Pillay afirma que lei internacional exige cumprimento de julgamento justo e rigoroso nos casos em que a pena de morte seja aplicada.

Chefe da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay. Foto: ONU/Paulo Filgueiras
A chefe das Nações Unidas para Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu nesta quarta-feira (14) ao Hamas que não realize as execuções planejadas na Faixa de Gaza. Pillay afirmou estar preocupada com o processo pelo qual as sentenças de morte são impostas.
“Estou profundamente preocupada com a possibilidade de que as execuções possam ser realizadas ao longo das próximas semanas em Gaza e peço com urgência que as autoridades de fato não implementem quaisquer sentenças de morte“, disse Pillay em comunicado. Gaza é controlada pelo Hamas, que expulsou o movimento Fatah da região em 2007.
O procurador-geral em Gaza fez vários anúncios durante o Ramadã que, após o Eid al-Fitr – fim do jejum que acaba de ser celebrado, pessoas condenadas à morte seriam executadas.
Pillay afirmou que as leis internacionais dos direitos humanos exigem o cumprimento de normas para um julgamento justo e rigoroso nos casos em que a pena de morte seja aplicada. “Uma exigência absoluta é que a pena de morte só pode ser imposta depois de um julgamento justo. Isso não é possível em Gaza, nem legalmente e nem na prática”, disse Pillay.