Ban Ki-moon pede a rivais políticos que resolvam suas diferenças e adotem plano de compartilhamento de poder.

Presidente do Sul do Sudão, Salva Kiir, esquerda, e ex-vice-presidente e agora líder da oposição, Riek Macha. Foto: IGAD
Para pôr fim ao conflito que já matou milhares de pessoas no Sudão do Sul, país mais jovem do mundo, a ONU deu mais um passo nessa terça-feira (03). O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu aos rivais políticos do Sudão do Sul, o presidente Salva Kiir e o ex vice presidente, Riek Machar, que resolvessem suas diferenças e seguissem em direção à paz duradoura.
O chefe da ONU convocou veemente Kiir e Machar “a mostrarem liderança” e colocar o “bem-estar dos sul-sudaneses à frente de todos os outros interesses”. Além disso, acrescentou que os dois líderes devem trabalhar para fazer “as concessões necessárias para concluir um acordo de compartilhamento de poder que abra o caminho para uma solução global para o conflito no Sudão do Sul”.
O apelo de Ban acontece às vésperas do prazo final de 05 de março, fixado pela Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD) para a conclusão das negociações entre as duas partes.
O secretário-geral da ONU tomou nota da resolução unânime do Conselho de Segurança, recentemente aprovada, que estabelece um regime de sanções aos funcionários sul-sudaneses que bloqueiem os esforços de paz no país.
A resolução expressou profunda preocupação com as “falhas” de ambas as partes para se envolverem em um processo de paz palpável, que resultaria numa resolução política e daria fim à violência.
Nenhum nome foi acrescentado à lista até o momento, mas a resolução estabelece entre os critérios aqueles responsáveis por serem, cúmplices de, ou envolvidos direta ou indiretamente em ações ou políticas que ameaçam a paz, a segurança ou a estabilidade do Sudão do Sul.
Ban reforçou que a melhor maneira para ambas as partes evitarem a promulgação de sanções reais por parte do Conselho de Segurança, será “aderir estritamente” à Cessação das Hostilidades, acordo de 23 de Janeiro de 2014, respeitar plenamente os Direitos Humanos Internacionais e Direito Humanitário, aumentar a sua plena cooperação com a ONU e pessoal humanitário no desempenho de seus mandatos e funções, e concluir o Acordo de Paz Global para colocar o Sudão do Sul “de volta no caminho para a estabilidade e prosperidade”.