Chefe da ONU pede liberação imediata de verba para Comissão Interamericana de Direitos Humanos

Segundo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, crise financeira que afeta o organismo regional poderá levar a demissões e a redução das atividades, comprometendo o “trabalho fundamental” da Comissão para a proteção e promoção dos direitos humanos.

Profissional da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) visita centro penal em Honduras. Organismo regional desempenha papel fundamental para proteger e promover direitos humanos nas Américas, destacou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Foto: CIDH / Daniel Cima

Profissional da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) visita centro penal em Honduras. Organismo regional desempenha papel fundamental para proteger e promover direitos humanos nas Américas, destacou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Foto: CIDH / Daniel Cima

Em pronunciamento nesta quarta-feira (29), o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse estar preocupado com a “severa” crise financeira que afeta a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e ameaça suspender parte de suas atividades. O chefe da ONU pediu a liberação imediata de mais verba para o organismo regional.

“A Comissão precisa receber mais recursos imediatamente para evitar dispensar profissionais essenciais e reduzir significativamente sua capacidade operacional”, alertou Ban em mensagem atribuída a seu porta-voz.

O secretário-geral lembrou que promessas financeiras foram feitas recentemente por alguns Estados-membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) para fortalecer a CIDH.

Ban pediu a esses países que reafirmem seus compromissos e “garantam a sustentabilidade financeira (da CIDH) a longo prazo, de modo que ela possa continuar a cumprir seu mandato crucial para a proteção e promoção dos direitos humanos”.

O dirigente máximo das Nações Unidas disse ainda que a Comissão se tornou “um agente fundamental” da área de direitos humanos nas Américas e em todo o mundo. “Ela representa frequentemente o último recurso à justiça para vítimas de violações”, destacou Ban.

Acesse aqui o pronunciamento na íntegra (em inglês).