Ban Ki-moon pediu que pluralismo político e religioso sejam respeitados e que eleições presidenciais e parlamentares sejam feitas em ambiente livre e aberto.

Partidários do presidente deposto Mohamed Morsi se manifestam em praça do Cairo. Foto: IRIN/Saeed Shahat
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu na última quinta-feira (23) que os egípcios comemorem o terceiro aniversário da revolução do país renovando seu compromisso com o diálogo pacífico e a não violência baseada no pluralismo político.
Em um comunicado divulgado pelo seu porta-voz, ele reiterou o compromisso da Organização em apoiar o Egito na construção de um futuro com a dignidade, a liberdade, a governança e o desenvolvimento que inspiraram a revolta de 2011, que derrubou o presidente Hosni Mubarak depois de protestos em massa.
Em julho do ano passado, novos protestos, onde dezenas de pessoas foram mortas e feridas, levou à deposição do presidente Mohamed Morsi e a criação de um governo militar interino. Uma nova Constituição foi aprovada em um referendo no início deste mês.
Diante disso, Ban pede que o pluralismo político e religioso sejam respeitados para que eleições parlamentares e presidenciais sejam feitas em um ambiente livre e aberto e a transição política seja concluída com sucesso.
Uma comissão nacional independente criada para averiguação e para reunir provas sobre os acontecimentos de julho do ano passado “pode ser uma oportunidade para combater a impunidade e garantir a efetiva investigação e julgamento dos responsáveis por graves violações do direito internacional”, acrescentou, dizendo que a democracia no Egito é fundamental para o Norte da África e para o Oriente Médio.