Um porta-voz das Nações Unidas disse segunda-feira (26) que o secretário-geral, António Guterres, está “chocado” com relatos de declarações atribuídas ao general U Min Aung Hlaing, de Mianmar. Reportagens da mídia sugerem que, em uma reunião militar, Hlaing disse que os rohingya não têm nada em comum com os outros grupos étnicos do país.
“Ele pede a todos os líderes em Mianmar que tomem uma posição unificada contra o incitamento ao ódio e promovam a harmonia comunitária”, disse o porta-voz da ONU.

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Foto: ONU / Rick Bajornas
Um porta-voz das Nações Unidas disse segunda-feira (26) que o secretário-geral, António Guterres, está “chocado” com relatos de declarações atribuídas ao general U Min Aung Hlaing, de Mianmar.
“Ele pede a todos os líderes em Mianmar que tomem uma posição unificada contra o incitamento ao ódio e promovam a harmonia comunitária”, disse o vice-porta-voz Farhan Haq.
Reportagens da mídia sugerem que, em uma reunião militar, Hlaing disse que os rohingya não têm nada em comum com os outros grupos étnicos do país.
Segundo Haq, o chefe da ONU afirmou que tal liderança é fundamentalmente necessária para promover medidas institucionais para combater a discriminação e implementar as recomendações da Comissão Consultiva de Rakhine.
“O secretário-geral reitera a importância de abordar as causas profundas da violência e a responsabilidade do governo de Mianmar de proporcionar segurança e assistência aos necessitados”, continuou o porta-voz adjunto.
Centenas de milhares de muçulmanos rohingya foram forçados a fugir para o vizinho Bangladesh desde agosto do ano passado, após uma ofensiva militar no estado de Rakhine, no norte de Mianmar.
“É fundamental que as condições sejam postas em prática para garantir que os rohingya possam voltar para casa voluntariamente, com segurança e com dignidade”, disse Haq.