Chefe da ONU pede que ‘não se poupem esforços’ para acabar com ‘derramamento de sangue’ na Síria

Conflito na país, que começou em março de 2011, causou mais de 150 mil mortes e mais de 680 mil pessoas ficaram feridas. Atualmente, pelo menos 10,8 milhões de pessoas necessitam de assistência dentro da Síria.

Conflito na país, que começou em março de 2011, causou mais de 150 mil mortes e mais de 680 mil pessoas ficaram feridas. Atualmente, pelo menos 10,8 milhões de pessoas necessitam de assistência dentro da Síria.

Centenas de refugiados da Síria atravessam a fronteira para a Jordânia, recebendo comida e água, antes de serem transportados para centros de apoio. Foto: ACNUDH/J.Kohler

Centenas de refugiados da Síria atravessam a fronteira para a Jordânia, recebendo comida e água, antes de serem transportados para centros de apoio. Foto: ACNUDH/J.Kohler

“O povo sírio já sofreu o suficiente e por muito tempo. É hora de agir. É tempo de paz”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nesta quinta-feira (17), ao lado dos novos enviados especiais para a Síria, Staffan de Mistura e Ramzy Ezzeldin Ramzy.

Tanto Staffan de Mistura quanto Ramzy Ezzeldin Ramzy, que assumirão um papel fundamental para facilitar a resposta de paz na Síria, viajaram a Nova York para a primeira rodada de consultas, após a nomeação de ambos para o cargo na semana passada.

“Juntos, nós não pouparemos nenhum esforço para ajudar a acabar com a violência e alcançar uma solução política inclusiva que atenda às aspirações democráticas do povo sírio”, disse o chefe da ONU. “O apoio total das partes e da comunidade internacional, incluindo especialmente o Conselho de Segurança da ONU, é essencial”, acrescentou.

O conflito na Síria, que começou em março de 2011, causou mais de 150 mil mortes e mais de 680 mil pessoas ficaram feridas. Atualmente, pelo menos 10,8 milhões de pessoas necessitam de assistência dentro da Síria, incluindo pelo menos 6,5 milhões que estão deslocadas.

O conflito também gerou a fuga de 2,5 milhões de pessoas, que estão sendo abrigadas em países vizinhos.