“Gostaríamos de enfatizar mais uma vez que nenhuma má conduta dessa natureza pode ser tolerada e que todas as alegações serão levadas extremamente a sério e investigadas vigorosamente e minuciosamente”, disse o porta-voz das Nações Unidas, Stéphane Dujarric.

Forças de paz que servem na MINUSCA. Foto: ONU/Catianne Tijerina
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse estar “consternado” e triste a respeito de uma série de denúncias relativas à conduta de integrantes das forças de paz das Nações Unidas na República Centro-Africana (RCA), de acordo com um porta-voz da Organização.
As alegações – relatadas na última terça-feira (11) pelo grupo de direitos humanos Anistia Internacional – dizem respeito a ações de capacetes-azuis da ONU em serviço na missão da ONU no país (MINUSCA).
Esses últimos relatos chegam após uma outra série de alegações de abuso sexual em torno de uma mobilização de forças militares estrangeiras no país, no início de 2015. “Gostaríamos de enfatizar mais uma vez que nenhuma má conduta dessa natureza pode ser tolerada e que todas as alegações serão levadas extremamente a sério e investigadas vigorosamente e minuciosamente”, disse o porta-voz, Stéphane Dujarric.
A situação de profunda instabilidade na República Centro-Africana é agravada por uma crise humanitária crescente. A ONU estima que cerca de 450 mil pessoas permanecem deslocadas dentro do país, enquanto outras milhares foram forçadas a atravessar as fronteiras.
Cerca de 2,7 milhões de pessoas na RCA – mais da metade da população – permanecem em necessidade de assistência humanitária urgente.