Chefe da polícia da ONU defende impunidade zero para abusos sexuais cometidos em missões de paz

“Como oficiais da lei, espera-se que sejamos parte da solução, não parte do problema”, ressaltou a chefe de polícia das Nações Unidas, Ann-Marie Older.

A chefe de polícia das Nações Unidas, Ann-Marie Older.(ONU/Mark Garten)A chefe de polícia das Nações Unidas Ann-Marie Older pediu nesta quarta-feira (21/03) aos Estados-Membros para assegurar que os funcionários das forças de manutenção da paz da ONU declarados culpados de abuso e exploração sexual sejam punidos e que tudo seja feito para evitar que tais crimes sejam cometidos novamente. “Como oficiais da lei, espera-se que sejamos parte da solução, não parte do problema”, ressaltou Older.

Em setembro de 2011, quatro capacetes azuis uruguaios servindo na Missão de Estabilização da ONU no Haiti (MINUSTAH) foram enviados para casa para serem investigados pela suposta agressão sexual de um homem de 18 anos de idade do Haiti. Também no Haiti, três soldados paquistaneses da ONU foram repatriados na semana passada após um julgamento militar paquistanês sobre o abuso sexual de uma menina de 14 anos.

A ONU, com o Departamento de Operações de Paz (DPKO) na linha de frente, tem nos últimos anos tomado várias medidas para lidar com esses abusos de funcionários. Estas medidas incluem a introdução de unidades de conduta e disciplina em cada operação de manutenção da paz, toques de recolher, investigações rigorosas de supostos suspeitos e sua repatriação e punição para seus próprios países.

“Defendo fortemente uma abordagem de impunidade zero pelos Estados-Membros”, ressaltou Orler. “Precisamos também fazer nosso melhor para prevenir a exploração sexual”.