“Devemos fazer todo o possível para proteger jornalistas da violência de extremistas que estão preparados para recorrer ao assassinato para suprimir o direito das pessoas de compartilhar informação”, disse a diretora-geral da agência da ONU.

Tweet publicado na conta da Raqqa is Being Slaughtered Silently lamentando a morte dos dois jornalistas. Imagem: reprodução.
A chefe da Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) condenou nesta segunda-feira (09) o assassinato de dois jornalistas cidadãos, encontrados mortos há um pouco mais de uma semana na cidade de Sanliurfa, no sudeste da Turquia.
Ibrahim Abdel Qader tinha 22 anos e era o cofundador e diretor executivo da Raqqa is Being Slaughtered Silently (Raqqa está sendo massacrada silenciosamente), um portal on-line de notícias escrito por jornalistas cidadãos e ativistas de direitos humanos sobre a situação na cidade síria que se encontra controlada por extremistas violentos.
Fares Hammadi era o chefe da produção da Eye on the Homeland (Olho na terra natal) um coletivo de mídia sírio.
No comunicado divulgado pela agência da ONU, Bokova pediu justiça para esses crimes. “Devemos fazer todo o possível para proteger jornalistas da violência de extremistas que estão preparados para recorrer ao assassinato para suprimir o direito das pessoas de compartilhar informação”, disse.