Chefe da UNESCO condena assassinatos de jornalistas em incidentes separados na África Oriental

“Estados têm que garantir a segurança dos trabalhadores de mídia”, afirmou Irina Bokova após mortes de jornalista somali e sua mulher e de um editor queniano.

Radialista em uma rádio comunitária de Mogadíscio. Foto: ONU/ TOBIN JONES

Radialista em uma rádio comunitária de Mogadíscio. Foto: ONU/ TOBIN JONES

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova condenou nesta quinta-feira o assassinato em incidentes separados de dois jornalistas, um somali e um queniano, e pediu uma investigação sobre os dois crimes.

Bokova expressou profunda preocupação com a segurança dos jornalistas após o assassinato do jornalista somali, Daud Ali Omar, e sua esposa, Hawo Abdi Aden, na cidade somali de Baidoa, em 29 de abril, e do editor de jornal queniano John Kituyi, no dia 30 do mesmo mês, no Quênia. Ela convocou as autoridades dos países a investigar os assassinatos e garantir a segurança dos profissionais de imprensa.

“Os jornalistas somalis têm sofrido as piores consequências na tentativa de manter o povo da Somália informado”, declarou Bokova. “É essencial que as autoridades façam tudo ao seu alcance para melhorar a segurança dos jornalistas. Isso significa que eles não podem permitir que esses horríveis crimes fiquem impunes”.

“É importante que as autoridades quenianas conduzam uma investigação completa sobre este crime. A liberdade de produzir, difundir e receber notícias e informações da mídia livre, pluralista e independente depende de compromisso dos Estados de garantir que os trabalhadores de mídia possam desempenhar as suas funções profissionais sem medo de violência e represália”, ela acrescentou.