Chefe da UNESCO condena morte de jornalista em Honduras e pede investigação

Juan Carlos Argeñal Medina foi morto em sua casa, no último sábado (7), e é o terceiro jornalista morto no país este ano.

'Parem de matar jornalistas'. Foto: UNESCO

‘Parem de matar jornalistas’. Foto: UNESCO

A chefe da agência da ONU responsável por defender a liberdade de imprensa condenou, nesta quinta-feira (12), o assassinato de Juan Carlos Argeñal Medina, que foi morto a tiros em sua casa, no sudeste de Honduras.

“Não se pode permitir que a bala substitua a caneta”, disse a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova.

“Este assassinato não é só um crime contra um indivíduo, mas contra a sociedade hondurenha como um todo”, ela observou, acrescentando que cada país deveria desfrutar de uma imprensa livre em que jornalistas e proprietários de imprensa possam exercitar a independência na apuração e no relato de notícias sem temer represálias violentas.

Medina, proprietário da estação de televisão cristã “Vida Televisión” e um correspondente para a rede de teelvisão local “Globo”, foi morto no sábado em sua casa, em Danlí, na província de El Paraíso.

Ele é o terceiro jornalista hondurenho morto este ano. Seu nome será adicionado à página na Internet da UNESCO dedicada a jornalistas mortos no cumprimento do dever.