Chefe da UNESCO denuncia assassinato de jornalista nas Filipinas

Irina Bokova pede que as autoridades levem a julgamento os responsáveis pelo crime e alerta sobre os ataques à liberdade de imprensa.

Marcha de protesto pela repórter Rubylita Garcia, assassinada em 6 de abril. Foto: Keystone/Le Nouvelliste

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, denunciou nesta terça-feira (22) o assassinato da jornalista Rubylita Garcia e pediu às autoridades das Filipinas para investigar o caso.

“É essencial que as autoridades das Filipinas façam todo o possível para identificar e levar a julgamento os responsáveis por este crime covarde”, disse Bokova, em um comunicado à imprensa. “Assassinos não podem colocar imites na liberdade de expressão dos jornalistas ou nos direitos dos cidadãos à informação”, acrescentou.

Rubylita Garcia, de 52 anos, era repórter do jornal Remate em Bacoor, na província filipina de Cavites, e apresentadora de um “talk show” na rádio dwAD. Ela foi morta a tiros por dois homens armados em sua casa no dia 6 de abril de 2014.

No sábado, 3 de maio, será celebrado o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, criado pela UNESCO em 1993. A liberdade de expressão é um direito humano fundamental, consagrado no artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos. No entanto, todos os dias, jornalistas e profissionais da imprensa estão sob ataque, enfrentando todo tipo de intimidação, ameaças e violência de governos, empresas, criminosos ou outras forças que pretendem silenciá-los ou censurá-los.