Chefe da UNESCO pede investigação sobre assassinato de dois jornalistas iraquianos

Irina Bokova também denunciou o assassinato do vendedor de um jornal colombiano que também era um colaborador ocasional da publicação.

Diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova. Foto: ONU/Amanda Voisard

Diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova. Foto: ONU/Amanda Voisard

A chefe da agência das Nações Unidas encarregada de defender a liberdade de imprensa denunciou nesta quarta-feira (9) a morte de dois jornalistas iraquianos e pediu uma investigação imediata sobre o assunto.

“Eu condeno o assassinato de Mohamed Karim al-Badrani e Mohamed Ghanem”, disse a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova.

“É essencial que as autoridades investiguem esses casos e tragam os seus responsáveis a julgamento. Deixar que esses crimes fiquem impunes prejudica gravemente a capacidade dos jornalistas de desempenhar as suas funções profissionais, bem como a liberdade das sociedades de se envolver em um debate aberto e informado.”

Os dois jornalistas foram mortos a tiros no sábado (5), enquanto realizavam uma reportagem sobre um mercado em Mosul para o canal de televisão independente Al-Sharqiya. Suas mortes elevam para três o número de jornalistas assassinados no Iraque este ano.”

Bokova também denunciou o assassinato do vendedor de um jornal colombiano José Darío Arenas, que também era um colaborador ocasional da publicação, chamada “EXTRA del Quindí”.

Darío Arenas foi morto no dia 28 de setembro na cidade de Caicedonia por causa de um artigo que escreveu no jornal.

“Um ataque a um fornecedor por causa do conteúdo de sua mídia é um atentado à liberdade de imprensa”, disse Bokova, que pediu uma investigação sobre o assassinato.

“É importante garantir que os distribuidores de notícias desfrutem das mesmas condições de trabalho seguras que exigimos para todos aqueles que trabalham na apuração das notícias.”