Estas mortes aumentam para 11 o número de jornalistas sírios mortos no país desde fevereiro.
A chefe da Organização para a Educação, a Ciência e a Cultura da ONU (UNESCO), Irina Bokova, pediu na quinta-feira (21/6) às autoridades da Síria uma investigação sobre as recentes mortes de cinco jornalistas sírios durante bombardeios no final de maio, além de que sejam tomadas medidas para garantir a segurança dos trabalhadores de comunicação social no país.
“Peço que as autoridades sírias investiguem a fundo as circunstâncias das mortes. As partes envolvidas no conflito devem tomar todas as medidas necessárias para assegurar a segurança dos trabalhadores da mídia na Síria, que não estão apenas defendendo o direito do povo sírio a informação e liberdade de imprensa, mas também exercem seu próprio direito a liberdade de expressão, que é vital para todas as sociedades”, disse Bokova.
De acordo com o Comitê para a Proteção dos Jornalistas, uma organização não governamental, três dos jornalistas sírios da rede de notícias foram mortos na capital, Damasco, em 27 de maio, quando o apartamento em que estavam hospedados foi bombardeado. A organização acrescentou que Bassel Shahade e o cinegrafista Ahmed Assam estavam trabalhando em um documentário e foram mortos em 28 de maio, durante as filmagens de um ataque pelas forças armadas na cidade de Homs.
Estas mortes aumentam para 11 o número de jornalistas sírios mortos no país desde fevereiro.