Chefe de direitos humanos da ONU pede por encerramento das violações nos conflitos no Mali

Navi Pillay afirmou que há alegações de que não muçulmanos se tornaram deliberadamente alvos e foram mortos por grupos religiosos extremistas.

Mãe de refugiados do Mali com seus filhos esperam para receber itens de ajuda humanitária em Gaoudel, distrito de Ayorou , norte do Níger.(ACNUR / H. Caux )A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, apelou nessa quinta-feira (12/04) por uma ação nacional e internacional para encerrar a instabilidade política que vem alimentando a violência no Mali. Ela demonstrou preocupação com as notícias de sérias violações dos direitos, especialmente nas áreas do norte controladas pelos rebeldes. “As reportagens do norte sugerem que civis foram mortos, sequestrados, estuprados e forçados a fugir”.

Para Pillay, quanto mais a instabilidade continua, mais a situação dos direitos humanos parece se deteriorar. A Alta Comissária disse que os relatórios sugerem que as tensões étnicas entre os grupos estão sendo acirradas, aumentando o risco de violência sectária. Os conflitos retornaram em janeiro no norte do Mali entre as Forças do Governo e os rebeldes tuareg, levando ao deslocamento de mais de 200 mil que buscam abrigo nos países vizinhos.

“Além disso, parece que mulheres sem a vestimenta do véu foram ameaçadas e intimidadas e há alegações de que não muçulmanos se tornaram deliberadamente alvos, sendo assassinados por grupos religiosos extremistas”.