Segundo as Nações Unidas, julgamento de Abdul Quader Mollah não cumpriu as normas internacionais para a imposição da pena de morte.

Navi Pillay. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré
A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu veementemente nesta terça-feira (10) a suspensão da execução de Abdul Quader Mollah, um político de Bangladesh condenado por crimes de guerra em um julgamento que, segundo a organização, não cumpriu as normas internacionais para a imposição da pena de morte.
O Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) escreveu para a primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, em um apelo de última hora para suspender a execução.
Em um comunicado no mês passado, Pillay instou o governo de Bangladesh a não prosseguir com a pena de morte em casos perante o Tribunal Internacional de Crimes, sobretudo tendo em conta as preocupações sobre a imparcialidade dos julgamentos. A corte tem jurisdição nacional.
A ONU se opõe à imposição da pena de morte em qualquer circunstância, mesmo para os mais graves crimes internacionais.
Dois relatores especiais da ONU , sobre a independência de juízes e advogados e sobre execuções sumárias, também pediu a suspensão da execução.