Chefe de direitos humanos da ONU quer julgamento sobre a Síria no Tribunal Penal Internacional

“A falta de consenso sobre a Síria – e a inação resultante – tem sido desastrosa e civis de todos os lados pagaram o preço. Seremos julgados pela tragédia que se desenrolou diante de nossos olhos”, disse Navi Pillay.

Navi Pillay no Conselho de Segurança na quarta-feira (13). Foto: ONU/Rick Bajornas.

Com quase 70 mil pessoas mortas no conflito na Síria, a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, reiterou nesta quarta-feira (13) o apelo para o Conselho de Segurança da ONU para levar a situação do país ao Tribunal Penal Internacional (TPI).

“A falta de consenso sobre a Síria – e a inação resultante – tem sido desastrosa e civis de todos os lados pagaram o preço. Seremos julgados pela tragédia que se desenrolou diante de nossos olhos”, disse Pillay durante o debate temático do Conselho de Segurança sobre Proteção de Civis, em Nova York.

Ela disse que levar a situação na Síria ao TPI poderia ter um efeito preventivo muito significativo, pois “iria enviar uma mensagem clara ao governo e à oposição de que haverá consequências para suas ações”.

Comentando sobre a situação no Mali, Pillay disse que a proteção dos direitos humanos é a chave para estabilizar a situação no país africano. “Meu escritório está estabelecendo oficiais dos direitos humanos no país, e o primeiro chegou em Bamako no final da semana passado”.

Pillay também abordou as situações de direitos humanos no Afeganistão, República Democrática do Congo (RDC), Somália, República Centro-Africana, Sudão do Sul e Sri Lanka.

Acesse abaixo ou clicando aqui a declaração na íntegra de Navi Pillay.