Subsecretário-geral da Organização para as Operações de Manutenção da Paz alertou para a violência no país e a dificuldade em acabar com o conflito. Três milhões de pessoas ainda sofrem com o risco de fome ou desnutrição.

Hervé Ladsous numa visita à área de proteção de civis na base da UNMISS em Tomping no Sudão do Sul, no dia 3 de fevereiro de 2014. Foto: UNMISS/Isaac Billy
Depois de uma reunião com o Conselho de Segurança das Nações Unidas acerca do conflito no Sudão do Sul, o subsecretário-geral da ONU para as Operações de Manutenção da Paz, Hervé Ladsous, descreveu um “processo longo e complexo para resolver as raízes profundas desta crise”.
Ladsous pediu à “comunidade internacional para expressar apoio total à Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (entidade que media as conversações de paz entre as partes em conflito) porque é a única iniciativa diplomática existente”.
O Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) afirma que no Sudão do Sul já foram assistidas 300 mil pessoas mas que a maioria dos 870 mil deslocados não receberam ajuda dada a insegurança permanente no terreno.
O cessar-fogo levou a uma relativa situação de calma, mas o OCHA alertou que, mesmo antes da crise, a situação humanitária era crítica, com mais de 3 milhões de pessoas – mais de um quarto da população total – enfrentando fome e desnutrição, enquanto que a maioria das famílias perdeu todos os meios de sobrevivência por causa do deslocamento, saques e destruição de suas propriedades.