Professor brasileiro, Paulo Sérgio Pinheiro disse que grupo irá apurar ainda relatos de violência a crianças; desde meados de março, forças do país estão reprimindo protestos ao governo de al-Assad.
Por Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York. (*)
As alegações de violações de direitos humanos na Síria devem ser examinadas “rigorosamente”, especialmente relatos de agressões a crianças e bebês.
A declaração foi dada à Rádio ONU pelo presidente da Comissão de Inquérito Independente para o país árabe, o professor brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro. Ele afirmou que espera a participação da sociedade no processo de investigação.
Ouça abaixo a entrevista à Rádio ONU:
[audio:http://downloads.unmultimedia.org/radio/pt/ltd/mp3/2011/1109146i.mp3%5DReferência
“Evidentemente que neste tipo de investigação a contribuição da sociedade civil é decisiva. Mas eu só vou saber como isso vai ocorrer depois de instalada a comissão, depois de nós estabelecermos os termos de referência do trabalho. Quando nós soubermos qual tipo de colaboração, basicamente facultar a entrada da comissão na Síria”.
O envio da comissão de inquérito independente à Síria foi decidido pelo Conselho de Direitos Humanos. O governo sírio diz que a comissão é “100% política e desequilibrada”.
Segundo as Nações Unidas, mais de 2,6 mil pessoas morreram por causa da violência política no país. Os manifestantes protestam por democracia e contra o regime do presidente Bashar al-Assad.
Paulo Sérgio Pinheiro afirmou que uma das tarefas que tem com os outros dois membros do grupo é convencer o governo sírio sobre a objetividade e a independência da missão. Um relatório sobre o tema deve ficar pronto em novembro.
(*) Apresentação: Mônica Villela Grayley, Rádio ONU.