Chefe de ONU apela ao governo da Indonésia para não executar brasileiro e outros nove prisioneiros

Ban Ki-moon telefonou ao presidente indonésio para pedir a suspensão da pena, usada sob o direito internacional apenas nos casos mais extremos. O anúncio da execução inclui o brasileiro Rodrigo Gularte.

Rodrigo Gularte, brasileiro que pode ser executado ainda este mês na indonésia. Foto: reprodução

Rodrigo Gularte, brasileiro que pode ser executado ainda este mês na indonésia. Foto: reprodução

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu neste sábado (25) ao governo da Indonésia que não execute, como anunciado, os dez prisioneiros que estão no corredor da morte por supostos crimes relacionados com drogas. Entre eles, encontra-se o brasileiro Rodrigo Gularte, de 42 anos, preso em julho de 2004.

Sob o direito internacional, a decisão de aplicar a pena de morte deve ser imposta apenas para os casos mais graves, como aqueles relacionados ao assassinato intencional e, mesmo assim, respeitando as devidas garantias, lembrou o chefe da ONU.

Geralmente, as ofensas relacionadas às drogas não se inserem na categoria de “crimes mais sérios”, ressaltou Ban, lembrando que as Nações Unidas se opõem à pena de morte em todas as circunstâncias.

Para reforçar o pedido de suspensão da decisão, o secretário-geral telefonou para o presidente da Indonésia, Joko Widodo, para convencê-lo a declarar urgentemente uma moratória à pena capital no país, com vistas a aboli-la completamente.