Durante visita, que é parte da preparação para reunião na Assembleia Geral, Hervé Ladsous disse que a proposta de uma força neutra de paz está sendo considerada pela missão da ONU.

A proposta de uma força neutra para ajudar a conter a violência no leste da República Democrática do Congo (RDC) está sendo considerada pelo setor de operações de manutenção da paz das Nações Unidas, é o que garante o chefe do Departamento de Operações de Paz das Nações Unidas (DPKO) e Subsecretário-Geral da ONU, Hervé Ladsous, que está visitando a região africana dos Grandes Lagos.
O conceito de uma força internacional neutra ao longo da fronteira entre Ruanda e a República Democrática do Congo foi proposto por países dos Grandes Lagos em uma cúpula regional em julho, após meses de violência na RDC, devido a operações de grupos armados — em particular nas províncias do Kivu do Norte e Kivu do Sul.
“O conceito deve ser desenvolvido e mais detalhado, embora ainda dependa do Conselho de Segurança se expressar sobre sua aprovação e implementação”, afirmou Ladsous, em uma coletiva de imprensa na cidade de Goma, na província de Kivu do Norte, localizada no leste da RDC, na terça-feira (11).
A visita de Ladsous é parte da preparação para uma reunião de Alto Nível sobre a região que ocorrerá no dia 27, em Nova York, no âmbito da Assembleia Geral. Depois de passar pela RDC, o representante da ONU chegou à capital de Ruanda, Kigali, ontem (12), e hoje (13) continua rumo a Kampala, Uganda.
“A República Democrática do Congo tem certamente experimentado, nos últimos meses, uma situação extraordinariamente complexa e triste, marcada por muito sofrimento e deslocamento considerável da população, devido à violência, assassinatos, estupros e insegurança”, Ladsous relatou a jornalistas.
Ladsous complementou dizendo que a Missão de Estabilização da ONU na RDC (MONUSCO) adotou, nos últimos meses, uma estratégia robusta de apoio às forças armadas congolesas para tentar conter a violência e que as discussões com altos funcionários, incluindo o Presidente da RDC, Joseph Kabila, tiveram como objetivo identificar novas soluções adequadas.