Mulheres vivendo com HIV têm até cinco vezes mais chances de desenvolver câncer de colo de útero. Para angariar apoio para esse público, o diretor-executivo do Programa Conjunto das Nações sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Michel Sidibé, e o ex-presidente norte-americano, George W. Bush, foram à Namíbia visitar o hospital central da capital Windhoek. Local disponibilizará serviços de diagnóstico e tratamento do tumor.

George W. Bush cumprimenta o diretor-executivo do UNAIDS, Michel Sidibé, em encontro na Namíbia. Foto: UNAIDS
Mulheres vivendo com HIV têm até cinco vezes mais chances de desenvolver câncer de colo de útero. Para angariar apoio para esse público, o diretor-executivo do Programa Conjunto das Nações sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Michel Sidibé, e o ex-presidente norte-americano, George W. Bush, foram à Namíbia visitar o hospital central da capital Windhoek. Local disponibilizará serviços de diagnóstico e tratamento do tumor.
A prevalência do HIV chega a mais de 13% na Namíbia e, em 2015, 120 mil foram diagnosticadas com o vírus no país. O câncer de colo de útero é o segundo tipo de tumor mais comum entre as mulheres da nação africana, atrás apenas do câncer de mama.
O UNAIDS lembra que uma das causas dos tumores no útero é a infecção pelo papilomavírus humano (HPV). Quem contrai o agente patogênico, porém, não necessariamente desenvolverá o câncer de colo de útero. Se a infecção ocorrer, os custos médicos diretos para detectar e remover o pré-câncer podem ser inferiores a 25 dólares por pessoa.
O programa de atendimento que será estabelecido em Windhoek permitirá que a equipe médica examine mulheres para identificar lesões pré-cancerosas e as tratar durante a mesma visita. A iniciativa recebeu o apoio da Pink Ribbon Red Ribbon, organização não governamental criada em 2011 pelo Instituto George W. Bush. O organismo é parceiro do UNAIDS.
“A triagem e o tratamento precoce para o câncer no colo de útero salva vidas. O UNAIDS está comprometido em garantir que as mulheres vivendo com HIV conheçam os riscos e tenham acesso aos serviços de HIV e câncer de que necessitam. Esta abordagem integrada é crítica para sua saúde e bem-estar”, disse o chefe da agência da ONU durante o encontro na capital.
Na visita, Sidibé anunciou ainda que o UNAIDS financiará redes de mulheres vivendo com HIV na Namíbia para ampliar a mobilização e a educação das comunidades, garantindo a inclusão desse público em redes de serviços. Fundos também serão usados em ações para combater o estigma e a discriminação contra pessoas afetadas pela epidemia de AIDS.
Bush e o chefe da agência da ONU conheceram o hospital de Windhoek ao lado da chefe de gabinete do Fundo Global de Luta contra a AIDS, Tuberculose e Malária, Marijke Wijnroks, e de Celina Schocken, presidente-executiva da Pink Ribbon Red Ribbon.
A representantes dos dois organismos acordaram uma parceria para otimizar custos e melhorar a integração entre serviços de triagem e tratamento não apenas na Namíbia, mas também em outros países onde o Fundo Global apoia programas de HIV.