Chefe dos direitos humanos da ONU alerta para impunidade persistente em conflito no Sudão do Sul

As estimativas das Nações Unidas para 2015 apontam cerca de 1,95 milhão de pessoas deslocadas internamente e uma projeção de 293 mil refugiados.

Forças de paz da ONU protegem civis deslocados em sua base e em áreas adjacente ao complexo. Foto: IRIN/Hannah McNeish

Forças de paz da ONU protegem civis deslocados em sua base e em áreas adjacente ao complexo. Foto: IRIN/Hannah McNeish

A escalada dos combates no Sudão do Sul resultou em “graves e alarmantes violações” de direitos humanos internacionais e do direito humanitário, assim como causou um número terrível de vítimas entre a população civil da jovem nação, alertou o chefe de direitos humanos das Nações Unidas nesta sexta-feira (22).

O conflito do Sudão do Sul começou em dezembro de 2013 e foi marcado pela violência brutal contra os civis e o sofrimento em todo o país. Cerca 120 mil pessoas estão abrigadas em complexos da ONU, enquanto a Organização estima que o número de pessoas necessitadas para 2015 incluirá 1,95 milhão de pessoas deslocadas internamente e uma projeção de 293 mil refugiados.

“Ao longo das últimas semanas, os partidos de oposição têm realmente conseguido tornar a situação terrível muito, muito pior”, declarou o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos Zeid Ra’ad Al Hussein. “Eu tremo só de imaginar o quanto a situação humanitária pode piorar com o início da estação chuvosa. O conflito indefensável e implacável no Sudão do Sul deve enfurecer a consciência de todos e cada um de nós”.

“Essa impunidade persistente deixou muitos com questões não resolvidas que são facilmente mobilizados para ataques renovados de violência e vingança”, continuou Zeid. “A luta contra essa impunidade deve ser uma prioridade se houver alguma paz no Sudão do Sul para preservar”.