Chefe humanitário declara que proteção de civis é prioridade da ONU no Sudão do Sul

Estima-se que mais de 730 mil pessoas fugiram para países vizinhos, como Uganda, Etiópia, Quênia e Sudão, enquanto outras 1,5 milhão de pessoas permanecem deslocadas internamente.

 Chefe humanitário da ONU, Stephen O'Brien (centro), visita clínica em Juba, Sudão do Sul, onde os pacientes do local de proteção de civis são tratados de muitas condições, incluindo a cólera. Foto: UNMISS/JC McIlwaine

Chefe humanitário da ONU, Stephen O’Brien (centro), visita clínica em Juba, Sudão do Sul, onde os pacientes do local de proteção de civis são tratados de muitas condições, incluindo a cólera. Foto: UNMISS/JC McIlwaine

Em uma visita de quatro dias para avaliar a situação humanitária no Sudão do Sul, o coordenador de Ajuda de Emergência das Nações Unidas sublinhou na última quinta-feira (23) que “tudo” deve ser feito para proteger os civis da violência.

“É muito importante passarmos a mensagem de que o que importa acima de tudo é que o caráter sagrado da vida deve ser primordial e que devemos fazer tudo o que pudermos para proteger os civis inocentes do terrível risco e do medo da morte por causa da violência”, disse o subsecretário-geral da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Stephen O’Brien.

Em Juba, capital do Sudão do Sul, ele se reuniu com o presidente Salva Kiir para discutir a crise humanitária, expressando a necessidade de parar a violência para o bem do povo e para o futuro do país.

O’Brien visitou na quarta-feira (22) um local de proteção de civis em Juba, onde cerca de 20 mil pessoas estão abrigadas, alguns por 19 meses. De acordo com as últimas estimativas do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), mais de 730 mil pessoas fugiram para países vizinhos, como Uganda, Etiópia, Quênia e Sudão, enquanto outras 1,5 milhão de pessoas permanecem deslocadas internamente, protegidas em campos controlados pela Missão da ONU no Sudão do Sul.