Os diretores dos departamentos dedicados às operações de manutenção da paz e ao apoio logístico informaram estar planejando ações no Mali, Somália e Síria.

As Nações Unidas devem estar preparadas para futuras forças de manutenção de paz no Mali, Síria e Chifre da África, disseram na terça-feira (19) os diretores dos departamentos da ONU dedicados às operações de manutenção da paz e ao apoio logístico.
“Aumentamos nossa participação no planejamento de contingência, em estreita colaboração com os Departamentos de Apoio Logístico e o Departamento de Assuntos Políticos, para eventuais pedidos de operações de paz no Mali, Somália e Síria”, disse o Subsecretário-Geral da ONU para as Operações de Manutenção da Paz, Hervé Ladsous, na Comissão Especial de Operações de Paz, conhecida informalmente como C34. Também presente no evento, a Subsecretária-Geral para Apoio Logístico, Ameera Haq, informou que foi concluída uma revisão abrangente das necessidades de pessoal civil em operações de paz, sistematizada em um relatório do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon.
Em dezembro de 2012, o Conselho de Segurança autorizou o envio da Missão de Suporte Internacional liderada pela África no Mali (AFISMA), para apoiar os esforços das autoridades nacionais na recuperação do norte do país, ocupado no ano passado por radicais islâmicos. “Com o rápido desdobramento no Mali e na região do Sahel, a ONU prevê investir esforços e recursos mais significativamente nos próximos meses”, Ladsous disse ao comitê. Uma missão de paz da ONU no Mali é uma “possibilidade bastante real”, disse.
Na Somália, Ladsous informou que a Força de Missão de Paz da União Africana na Somália (AMISOM), apoiada pelo Departamento de Apoio Logístico das Nações Unidas (DFS) e o Departamento de Operações de Paz das Nações Unidas (DPKO), tem feito progressos significativos para deslocar radicais islâmicos da Al-Shabaab de locais-chave no sul e centro da Somália. Em fevereiro, o Conselho de Segurança se reuniu para estudar uma ampliação da presença das Nações Unidas na Somália para garantir o bom momento vivido pelo país.
Já no Oriente Médio, a violência na Síria continua intensa e foi classificada por Ladsous como uma “tragédia humana de proporções incalculáveis”. Mais de 60 mil pessoas morreram, a maioria civis, desde que se iniciaram os levantes contra o Presidente Bashar Al-Assad em março de 2011. Segundo o funcionário da ONU, a violência no país representa um risco para a segurança do pessoal da ONU, como por exemplo para o pessoal da Força Observadora de Desmobilização das Nações Unidas (UNDOF).