Chefes militares de mais de 100 países se reúnem na ONU para discutir o futuro das forças de paz

“Uma atuação efetiva demanda um amplo consenso sobre por que, onde e como as forças de paz exercem seus mandatos”, disse o secretário-geral na primeira Conferência da ONU de Chefes Militares.

Secretário-geral da ONU chega para a primeira Conferência de Chefes Militares realizada na sede da Organização, em Nova York. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Secretário-geral da ONU chega para a primeira Conferência de Chefes Militares realizada na sede da Organização, em Nova York. Foto: ONU/Eskinder Debebe

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu nesta sexta-feira (27), durante a primeira Conferência da ONU de Chefes Militares, mais contribuições de tropas e apoio para as forças de paz da Organização. A Conferência contou com a participação de representantes militares de mais de 100 Estados-membros para discutir questões centrais das forças de paz da ONU.

“Precisamos de unidade e apoio”, disse Ban. “Uma atuação efetiva demanda um amplo consenso sobre por que, onde e como as forças de paz exercem seus mandatos.”

Ele também mostrou sua preocupação com o número crescente de ameaças às forças de paz e declarou que “antes de 2000, houve quatro oportunidades em que mais de 100 membros das forças de paz perderam a vida em um único ano. De lá para cá, sofremos essa trágica perda dez vezes. Dez vezes consecutivas”.

O secretário-geral também lembrou que o papel das forças de paz da ONU é proteger vidas inocentes “na linha de frente da miséria humana” em alguns dos países mais perigosos do mundo.

Segundo Ban, o papel das missões da ONU é prioritária e principalmente proteger os civis da violência, mas também ajudam na estabilização e extensão da autoridade do Estado, no fortalecimento do Estado de Direito, na promoção da igualdade de gênero e proteção dos direitos humanos. São mais de 130 mil pessoas, entre militares, policiais e civis, servido nas 16 operações das forças de paz da ONU.

“Este é o maior número de toda a história e deve vir acompanhado por uma parceria internacional forte. A manutenção da paz é uma responsabilidade global compartilhada que avança interesses comuns do mundo”, completou o secretário-geral.