Diretora-Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, Irina Bokova condena assassinato de repórter cinematográfico e pede a libertação de todos os profissionais de mídia sequestrados.

O número de profissionais de mídia mortos na Síria só este ano já chega a 32, alertou nesta quarta-feira (24) a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). “O número de vítimas entre os profissionais de mídia e jornalistas populares na Síria é realmente alarmante”, disse a Diretora-Geral da agência, Irina Bokova. “Exorto as partes envolvidas a fazer tudo ao seu alcance para melhorar a segurança [dessas pessoas] e respeitar o direito humano fundamental de liberdade de expressão.”
A última vítima foi o repórter cinematográfico Mohammed al-Ashram, da TV Al-Ikhbariya, morto em 10 de outubro na cidade de Deir Al-Zour durante cobertura do conflito. Bokova condenou o assassinato do profissional e pediu a libertação de todos os jornalistas sequestrados.
“Jornalistas devem ser autorizados a exercer suas funções profissionais e eu, mais uma vez, apelo a todas as partes envolvidas no conflito sírio a respeitar o estatuto civil de jornalistas e profissionais de mídia”, acrescentou Bokova.