A China teve 526.412 pedidos. Nos últimos 100 anos, apenas Alemanha, Japão e Estados Unidos estiveram no topo.
A China registou o maior número de pedidos de patentes globalmente em 2011, liderando o indicador que a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) utiliza para medir a inovação no relatório Indicadores 2012 de Propriedade Intelectual (PI) Mundial.
Apenas a Alemanha, o Japão e os Estados Unidos estiveram no topo durante os 100 anos anteriores a 2011.
O relatório, lançado ontem (11), também mostra que os pedidos de patentes globais ultrapassaram a marca de dois milhões pela primeira vez, apesar da economia global estar em ritmo lento.
A China recebeu 526.412 pedidos de PI; enquanto os Estados Unidos, 503.582 e o Japão, 342.610. “O crescimento sustentado nos registros de PI indica que as empresas continuam a inovar, apesar das fracas condições econômicas”, disse o Diretor Geral da OMPI, Francis Gurry. “Esta é uma boa notícia, uma vez que estabelece as bases para a economia mundial para gerar crescimento e prosperidade no futuro”.
De acordo com o relatório, os registros de patentes em todo o mundo cresceram 7,8% em 2011, superando o crescimento de 7% pelo segundo ano consecutivo, depois de um declínio em 2009 para 3,6%, na esteira da crise financeira global.
Em todas as regiões do globo, as patentes para a comunicação digital e tecnologias de energia renovável representaram os maiores aumentos entre 2006 e 2010, de acordo com o relatório. A OMPI também informou que as patentes de tecnologia de informática representaram o maior número geral. Já os registros para produtos farmacêuticos diminuem desde 2007.
Em contraste com o crescimento de pedidos de patentes em mais de 20 países, a OMPI destacou que os resultados para países de média e baixa renda foram misturados. Ilustrando isso, a OMPI citou o crescimento nos escritórios da Argélia (11,3%), Madagascar (41,9%) e Arábia Saudita (6,3%), e quedas em Guatemala (-13,1%), Jamaica (-27,6%) e Jordânia (-15,6 %).