China impulsiona sistema financeiro sustentável durante encontro do G20

O Conselho de Estado chinês aprovou proposta para impulsionar mudanças no setor financeiro, de forma a permitir que bancos financiem projetos de sustentabilidade, entre os quais iniciativas de energia renovável. Reunião de líderes dos países do G20 começa no domingo em Hangzhou.

Fábrica de aço em Benxi, na China. Foto: WikiCommons / Andreas Habich

Fábrica de aço em Benxi, na China. Foto: WikiCommons / Andreas Habich

Às vésperas da reunião dos líderes do G20 neste fim de semana na cidade de Hangzhou, o Conselho de Estado da China aprovou uma série de recomendações descritas como um passo essencial para a implementação da chamada estratégia “civilização ecológica” do país.

A decisão impulsiona políticas já existentes de defender a sustentabilidade no sistema financeiro. As diretrizes foram publicadas em 31 de agosto por sete agências governamentais chinesas, entre elas o Banco Popular da China, com colaboração do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

O diretor-executivo do PNUMA, Erik Solheim, disse que o comprometimento das lideranças chinesas em tornar o sistema financeiro do país mais ambientalmente sustentável reforça a ambição do país de atender as necessidades de um desenvolvimento inclusivo. “Esperamos que isso encoraje outras nações a fazer o mesmo”, disse.

O país precisa de 600 bilhões de dólares anualmente para financiar projetos de energias renováveis, eficiência energética e transporte sustentável. Menos de 15% desse total virão de fontes públicas, enfatizando a motivação do país de aprovar diretrizes capazes de capacitar o sistema financeiro a fornecer os recursos necessários.

A decisão deve reverberar entre os líderes do G20 que chegam para a cúpula, que terá início no domingo. A expectativa é que as finanças “verdes” tenham lugar de destaque na agenda dos bancos centrais e ministros da Fazenda do grupo.