Grupo de trabalho vê melhorias nas condições de vida, mas afirma que leis não são suficientemente implementadas sendo necessário ampliar participação feminina na economia e política.

Foto: ONU/John Isaac
“Um quadro jurídico e político foi posto em prática para eliminar a discriminação contra as mulheres”, disse a presidente do Grupo, Frances Roday. “Mas permanecem práticas discriminatórias, estereótipos e implementação insuficiente das leis.”
De acordo com o grupo, que visitou o país de 12 a 19 de dezembro para assessorar no alcance da igualdade entre gêneros e na proteção dos direitos femininos, a China ultrapassou os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio para 2015 no aumento dos níveis de educação para as meninas e na redução das taxas de mortalidade materna, mas as mulheres ainda estão atrás dos homens em participação política e econômica.
Os membros do grupo chamaram a atenção para a necessidade de uma política de gêneros abrangente a ser integrada na agenda de reformas pelo partido comunista e de uma ação urgente para garantir a participação igualitária das mulheres nos órgãos de tomada de decisão, inclusive pelo uso de medidas especiais temporárias.
O grupo, nomeado pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), apresentará em junho um relatório com as conclusões e recomendações.