Chuvas e inundações agravam epidemia de cólera na África Ocidental, alertam agências da ONU

‘Os governos precisam declarar situação de emergência o quanto antes’, afirmou funcionário da OMS. UNICEF alertou que 55.289 casos de cólera foram relatados apenas este ano em 15 países da região, levando a 1.109 mortes.

Pacientes com cólera aprendem saneamento com trabalhadores da saúde. (Foto: IRIN / Nancy Palus)

As Nações Unidas alertaram ontem (6) que a emergência atual da cólera na África Ocidental pode piorar devido às chuvas e inundações, que criam as condições para que a doença se espalhe mais rápido e em mais locais na região.

“Ações urgentes devem ser tomadas em áreas críticas para ajudar a parar a propagação desta doença”, disse o Diretor Regional para a África da Organização Mundial da Saúde (OMS), Luís Sambo. “Os governos precisam declarar situação de emergência o quanto antes, de modo a se beneficiar do necessário apoio técnico e de outros de parceiros. Assim como é crucial uma melhor vigilância e colaboração transfronteiriça entre as autoridades de saúde”, afirmou.

A cólera é uma infecção intestinal aguda causada pela ingestão de alimentos ou água potável contaminada com a bactéria conhecida como vibrião colérico. A doença tem um período de incubação curto e produz uma toxina que causa diarreia aquosa contínua, uma condição que pode levar à desidratação grave e à morte rapidamente, se o tratamento não for prontamente administrado. Vômitos também ocorrem na maioria dos pacientes.

Em um comunicado, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alertou que 55.289 casos de cólera foram relatados apenas este ano em 15 países da região, levando a 1.109 mortes.