Ciclone tropical atinge e devasta arquipélago na Oceania; ONU apoia resposta de emergência

Tempestade mais forte já registrada em Tonga deixa milhares de pessoas desabrigadas. Esforços humanitários para desenvolver uma resposta e um plano de recuperação rápida estão em andamento.

Em janeiro de 2014, em Ha'apai, Tonga, o ciclone tropical Ian, a tempestade mais poderosa já registrada em Tonga, atingiu a costa em 11 de janeiro. Foto: NASA

Em janeiro de 2014, em Ha’apai, Tonga, o ciclone tropical Ian, a tempestade mais poderosa já registrada em Tonga, atingiu a costa em 11 de janeiro. Foto: NASA

O ciclone tropical Ian atingiu a costa norte de Tonga, arquipélago na Oceania com pouco mais de 100 mil habitantes, com a tempestade mais forte já registrada na região. O ciclone chegou à categoria cinco, com ventos de mais de 200 quilômetros por hora.

A primeira aparição do ciclone foi entre as ilhas Fiji e Tonga em 6 de janeiro, o que deu ao governo de Tonga tempo suficiente para ativar seu Comitê Nacional de Gestão de Emergência, coordenar redes de preparação distritais e em aldeias e emitir alertas em rádios nacionais até que a tempestade atingisse Tonga, em 11 de janeiro.

O ciclone Ian contornou o leste do grupo de ilhas de Vava’u, no norte de Tonga, antes do olho passar diretamente sobre as ilhas do nordeste de Ha’apai, afetando cerca de 5 mil pessoas. O ciclone trouxe ventos destrutivos e chuvas pesadas, causando enchentes em áreas costeiras baixas, o que levou o primeiro-ministro a declarar estado de emergência em Vava’u e Ha’apai no mesmo dia.

Uma pessoa morreu e milhares ficaram desabrigadas nas ilhas mais afetadas de Uiha, Lifuka, Foa, Ha’ano, Lofanga e Mo’unga’one.

No último dia 21 de janeiro, após a vista da coordenadora residente da ONU no país, Osnat Lubrani, e do chefe do Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) no Pacífico, Sune Gudnitz, o governo de Tonga aceitou a oferta de ajuda internacional feita pela Equipe de Ajuda Humanitária do Pacífico, uma parceria regional de resposta a desastres que inclui algumas agências da ONU e outras organizações.

“Nós oferecemos nossos mais profundos pesares pelas vidas perdidas, ferimentos e destruição de casas”, disse Lubrani. O OCHA enviou um funcionário para auxiliar a coordenação do Governo. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) também enviou especialistas em recuperações rápidas e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) enviou especialistas em água, saneamento e saúde.

Eles trabalharão com o Escritório Nacional de Gestão de Emergências e ajudando os ministérios com as necessidades imediatas, desenvolvendo uma resposta e um plano de recuperação rápida.