A descoberta permitirá novas pesquisas no combate à tripanossomíase, devastadora para o gado, e à doença africana do sono, que afeta os seres humanos picados por estas moscas.

A mosca tsé-tsé. Foto: Research Scientist, Yale School of Public Health/ Geoffrey M. Attardo
Cientistas apoiados pelas Nações Unidas conseguiram decodificar o código genético da mosca tsé-tsé, uma descoberta que traz nova esperança para a luta contra uma das doenças mais devastadoras para o gado, que é transmitida por este inseto — a tripanossomíase. Os seres humanos picados por estas moscas podem desenvolver a doença africana do sono, que pode levar à morte se não for tratada rapidamente.
A moscas tsé-tsé são vetores para os parasitas unicelulares que causam a tripanossomíase, uma doença muitas vezes letal que afeta cerca de três milhões de animais na África subsaariana anualmente, provocando grandes prejuízos para os agricultores e a segurança alimentar.
Um esforço colaborativo de 10 anos do Laboratório de Controle de Insetos Pragas gerido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) permitiu esta descoberta.
“A decodificação do DNA da mosca tsé-tsé é um grande avanço científico que abre o caminho para um mais efetivo controle da tripanossomíase. Esta é uma boa notícia para milhões de criadores de gado e agricultores na África subsaariana”, disse o responsável da Divisão de Técnicas Nucleares em Alimentação e Agricultura da FAO/AIEA, Kostas Bourtzis.