Agências da ONU e organizações não governamentais estão pedindo a doadores 576 milhões dólares para atender às necessidades da população nos próximos seis meses.
Cerca de 3,8 milhões de pessoas ainda precisam de ajuda na Somália, afirmou hoje (20) a ONU, ao mesmo tempo em que pediu aos países que forneçam financiamento para ajuda humanitária. “No último ano, conseguimos deter a epidemia de fome e salvar milhares de pessoas, e desde janeiro as condições estão um pouco melhores”, disse o Coordenador Humanitário e Residente da ONU para a Somália, Mark Bowden. “No entanto, a situação humanitária na Somália continua crítica, com dois milhões e meio precisando urgentemente de ajuda e mais de um milhão em risco de retornar à crise”, acrescentou.
A epidemia de fome foi declara em 20 de julho de 2011 e durante seis meses causou milhares de mortes. Foi necessário um programa de ajuda massivo, antes da epidemia de fome ser declarada oficialmente encerrada em 2 de fevereiro de 2012. De acordo com o Escritório da ONU para Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA), a epidemia de fome é declarada quando as taxas de desnutrição aguda entre as crianças excedem 30%, mais de duas pessoas a cada 10 mil morrem por dia, e as pessoas não são capazes de ter acesso a alimentos e outras necessidades básicas.
Bowden disse que houve progresso na frente humanitária devido a uma colheita excepcional no início do ano e abordagens inovadoras para a segurança alimentar, atendendo às mudanças nos preços mundiais dos alimentos e desobstruindo o acesso às pessoas. No entanto, observou ele, os progressos realizados desde o ano passado poderiam facilmente se deteriorar, se os níveis elevados de assistência não forem sustentados.
Agências da ONU e organizações não governamentais estão pedindo a doadores 576 milhões dólares para atender às necessidades da população nos próximos seis meses. Segundo o OCHA, o apelo revisto para o ano inteiro é de 1,16 bilhão de dólares. Até o momento, metade desta quantia foi recebida pela agência da ONU.