Colômbia deve lutar contra impunidade em crimes de violência sexual, afirma Especialista da ONU

Representante Especial do Secretário-Geral sobre a Violência Sexual em Conflitos, Margot Wallström, defende que esforços mirem assistência às vítimas.

A Colômbia deve ampliar seus esforços para lutar contra a impunidade em crimes de violência sexual, disse a Representante Especial do Secretário-Geral sobre a Violência Sexual em Conflitos, Margot Wallström, acrescentando que as medidas devem incluir assistência às vítimas.

“Entendo que o país como um todo quer olhar para o futuro, em vez de reviver o passado, mas não pode haver paz duradoura sem paz e segurança para as mulheres”, declarou Wallström na segunda-feira (21/05) ao final de uma visita de quatro dias ao país.

“Muito mais precisa ser feito para apoiar essas sobreviventes, tanto em termos de acesso a Justiça e assistência, como na reintegração social. Recursos adicionais são necessários para fortalecer a capacidade do sistema judicial a fim de abordar a questão da violência sexual”, acrescentou.

Durante sua visita, Wallström reuniu-se com sobreviventes de violência sexual, representantes de associações de vítimas, funcionários do Governo, Corregedorias e Comandantes do Exército e da Polícia. Também reuniu-se com paramilitares, ex-combatentes do Exército de Libertação Nacional, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

A Representante Especial viajou ainda para a cidade de Villavicencio e visitou um abrigo para deslocados, onde aprendeu mais sobre o programa do Governo de reintegração para ex-combatentes.

“A impunidade nunca deve ser uma opção”, afirmou. “Parabenizo o compromisso do Vice-Presidente na criação de um sistema de reforço da cooperação entre o Governo e as Nações Unidas para colocar sobreviventes e vítimas de violência sexual no centro dos esforços de suporte. Vamos trabalhar juntos em um esforço para aumentar o compartilhamento de informações e melhores práticas”.